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10.7.18

CINANIMA 2018 - prolongamento do prazo das inscrições




A Comissão Organizadora do CINANIMA decidiu manter as inscrições abertas durante mais uma semana, devido ao elevado número de submissões de última hora. A data final é, agora, o dia 16 de julho de 2018. Não perca a oportunidade de concorrer a um dos festivais que dá acesso ao OSCAR®.


Serão aceites obras concluídas após 1 de janeiro de 2017 e que não tenham ainda sido apresentadas para seleção em edições anteriores do Festival. A Inscrição é gratuita e feita online. RegulamentoEspecificações TécnicasAutorizaçõesFicha de Inscrição e mais informações em www.cinanima.pt.


15.6.18

Por um Grupo de Recrutamento de Teatro


A Escola Informação nº 282 (Abril 2018), revista editada pelo SPGL, publicou o artigo Por um Grupo de Recrutamento de Teatro da nossa autoria, integrado num dossier sobre o Ensino Artístico nas nossas escolas. O artigo pode ser lido aqui.

23.4.18

CINANIMA 2018 - Abertas as inscrições



O CINANIMA anuncia que se encontram abertas as inscrições para a Edição de 2018. Relembramos que o CINANIMA é um dos Festivais que permite acesso ao OSCAR®.

Serão aceites obras concluídas após 1 de janeiro de 2017 e que não tenham ainda sido apresentadas para seleção em edições anteriores do Festival. A data limite de inscrição de filmes é 1 de julho de 2018. A Inscrição é gratuita e feita online. RegulamentoEspecificações TécnicasAutorizaçõesFicha de Inscrição e mais informações em www.cinanima.PT.
 


11.4.18

Petição pela Criação de um Grupo de Recrutamento na Área do Teatro


A FENPROF e a APROTED redigiram uma petição pela criação de um grupo de recrutamento na área do Teatro e para que os professores destas disciplinas tenham direito à vinculação e à integração na carreira docente. 

Esta petição, que pode ser assinada online ou em papel, será entregue na Assembleia da República, depois de recolhidas 4500 assinaturas.

Se concordam com estas reivindicações, assinem, divulguem, ajudem-nos a recolher assinaturas.


  1. A criação de um regime de vinculação e integração na carreira para os docentes que lecionam a área de Teatro nas escolas básicas e secundárias, no respeito pelo Direito Comunitário, nomeadamente a Diretiva 1999/70/CE e da Constituição da República Portuguesa.

15.3.18

Doutoramento Honoris Cauda de Arquimedes Silva Santos




Caros associados e amigos da APROTED,

O Doutoramento Honoris Causa do Professor Arquimedes da Silva Santos  terá lugar no próximo dia 27 de Março, Dia Mundial Do Teatro.

Arquimedes da Silva Santos( nascido em 1922)  dedicou grande parte da sua vida à defesa e implementação da Educação Artística no nosso país.  Salienta-se o seu trabalho no Centro de Investigação  Pedagógica da F. Gulbenkian, onde integrou a equipa de Madalena Perdigão, tendo com ela procedido à Reforma do Conservatório de Lisboa, em 1971. É o principal impulsionador da pioneira e vanguardista  Escola Superior de Educação pela Arte, tendo após a sua controversa extinção passado a lecionar na Escola Superior de Dança.
Teve ação determinante para o estabelecimento das  bases gerais da organização da educação artística pré-escolar, escolar e extra-escolar ( Decreto-Lei n.º 344/90 de 02 de Novembro) embora, como confessou mais tarde, o poder político nunca tivesse integrado nas práticas letivas  dos alunos o previsto naquele diploma.

Médico  com especialidade em Neuropsiquiatria e poeta integrando a corrente neo-realista, foi também um ilustre defensor da liberdade antes do 25 de Abril de 1974.
É, pois, de todo merecida a atribuição do  Doutoramento Honoris Causa. 



P.S.: em anexo enviamos um excelente currículo de Arquimedes Silva Santos elaborado pela Elisabete Oliveira.
Cumprimentos,

A Direção da APROTED 

Arquimedes da Silva Santos
Notas biográficas por Elisabete Oliveira
A vida/obra de ASS tem evolvido em profunda interacção dos âmbitos científico e artístico, neste por publicações e intervenções em teatro e crítica de música. 
* Nasceu em 1921 na Póvoa de Santa Iria.
* Licenciou-se em Medicina com o Curso de Ciências Pedagógicas pela Universidade de Coimbra.
* É o primeiro tradutor de Lorca, que representa, assim como protagoniza Gil Vicente ou Raúl Brandão. Dirigente do MUD, sofre prisão pela PIDE. A sua Esposa Maria Luisa Duarte Santos é heróica, apoiando-o.
* Poeta do Neorealismo, escreve desde os anos ’40; publica Voz Velada, Vértice 1958; Cantos Cativos, 1938-1958, só serão editados pela Portugália em 1967; e afirma-se como Resistente pela liberdade de pensamento, alguns dos seus poemas sendo orquestrados por Lopes Graça.
* Foi inscrito na Ordem dos Médicos, e em 1959, no Quadro de Especialistas em Neuropsiquiatria Infantil. Nunca lhe sendo permitida a carreira hospitalar oficial, manteve Consultório de Arte-Terapia e exerceu medicina até avançada idade, de portas abertas dia-e-noite aos locais da Póvoa de Santa Iria.
* Bolseiro do Governo Francês para aperfeiçoamento em Pedo-psiquiatria e Psicopedagogia na Salpetrière e na Sorbonne (1962-1964), veio a ser Assistente estrangeiro na Faculdade de Medicina de Paris, obtendo o Diploma daquela especialidade. Chega a cursar sobre Doenças Tropicais, na intenção de ir para o Ultramar, mas o nascimento da primeira filha afasta esse projecto.
* Assistente e Docente no Centro de Investigação Pedagógica do Instituto Gulbenkian de Ciências (1965-1974), aí cria - e lecciona - a disciplina de Psicopedagogia da Expressão Artística.
* Funda, é Professor e Presidente do Conselho Pedagógico, da Escola Superior de Educação pela Arte do Conservatório Nacional de Lisboa (1971-1984), donde derivariam disciplinas de Expressão - (Movimento, Música e Drama) além da Educação Visual - das futuras Escolas Superiores de Educação. 
* Comparticipa, com Madalena Perdigão, o Plano Nacional de Educação Artística, 1978 - que oficializa os conceitos de educação pela arte - educação para a arte.
* Foi Professor-coordenador e Presidente do Conselho Artístico-Científico da Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa (1986-2000).
* É eleito Presidente Honorário da Assembleia Geral e é sócio nº 1, do Movimento Português de Intervenção Artística e Educação pela Arte (MPIAEPA).
*Conferencista em numerosos Congressos, destacar-se-ão: Encontro Nacional de Educação Artística, FCG 1971; Colóquio Juventude e Educação Estética, trans-Expressões, que co-coordenou (c/ E. Oliveira) na FCG-CAM, 1985; 3º Congresso Europeu INSEA/APECV/FPCE.UL, 1994; e Encontro MPIAEPA, no Instituto Piaget, Almada, 2010. É também Sócio Honorário da APECV.
* Tendo convivido com Redol, Soeiro, Cunhal e outros escritores Neo-realistas, é co-fundador do Museu do Neorealismo de Vila Franca de Xira, com Exposição sobre a sua obra na Inauguração; e ao qual vem doando o seu espólio.
* Da sua vasta obra de reflexão-acção científica, especialmente desde Perspectivas Psicopedagógicas¸ Livros Horizonte, 1977, o livro antológico mais recente é Mediações Arteeducacionais. FCG 2008. Mas publica ainda Poesia, a obra mais recente sendo o seu primeiro livro de poemas - Plinto -, dactilografado em 1944 e só editado pelo Museu do Neorealismo em 2017.
* Tem inspirado e sido referenciado em incontáveis Mestrados e Doutoramentos nacionais; e alguns estrangeiros, nomeadamente no Brasil. 
* Foi agraciado pela Presidência da República:
         - em 1998: Comendador da Ordem do Infante D. Henrique
           “Pela relevante actividade pedagógica e docente, em particular pela sua acção no domínio da pedopsiquiatria e pela sua empenhada intervenção em prol do desenvolvimento da arte na educação e da educação pela arte
         - em 2001: Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública
* Está Homenageado com estátua em Jardim público, junto ao olival dos Resistentes, na Póvoa de Santa Iria (25 Abril 2008).


13.3.18

Notícias sobre a Concentração de 8 de Março


"Professores de Teatro querem progredir na carreira como outros docentes" (Agência Lusa): no Diário de Notícias e na TSF.

Professores de Teatro das escolas básicas e secundárias protestaram junto ao Ministério da Educação: no site da FENPROF.



5.3.18

Concentração de Professores de Teatro: 8/03, 11:30, Av. Infante Santo, nº 2, Lisboa - frente ao Ministério da Educação



Organizada pela FENPROF e pela APROTED terá lugar uma concentração de professores de Teatro / Expressão Dramática no próximo dia 8 de Março (Quinta-feira), pelas 11 horas e 30 minutos, frente à nova sede do Ministério da Educação e Ciência - Av. Infante Santo, nº 2, Lisboa.

Esta concentração tem o intuito de lutar pela criação de um grupo de recrutamento na área do Teatro, pela integração dos professores na carreira docente e pelo direito a concursos justos e à estabilidade no emprego.

É importantíssimo que participem muitos professores (e apoiantes da causa), pelo que apelamos a todos que compareçam.

A FENPROF enviou convocatória para esta reunião às escolas com professores de Teatro e Expressão Dramática. A concentração é convocada ao abrigo do artigo 341 e seguintes da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que estabelece que as reuniões sindicais poderão realizar-se com carácter de excepcionalidade e desde que convocadas pelas Associações Sindicais, reuniões dentro do horário normal até ao limite máximo de 15 horas por ano, que contarão para todos os efeitos como prestação do serviço efectivo.

Os professores de Teatro, sejam ou não sindicalizados, poderão justificar a falta ao abrigo da Lei sindical (podem pedir um comprovativo de presença na própria concentração). A falta não carece de comunicação prévia ou autorização, o docente não tem de apresentar plano de aula nem de garantir a sua substituição.

18.2.18

Concentração de Professores de Teatro (8 de Março, 11:30, Lisboa, frente ao Ministério da Educação)


A FENPROF e a APROTED estão a organizar uma concentração de professores de Teatro / Expressão Dramática frente ao Ministério da Educação, com o intuito de lutar pela criação de um grupo de recrutamento na área do Teatro e pela integração dos professores na carreira docente. Esta concentração terá lugar no dia 8 de Março (Quinta-feira), pelas 11 horas e 30 minutos, frente ao Ministério da Educação e Ciência.

É importantíssimo que haja muitos professores (e apoiantes da causa) a participar, pelo que apelamos a todos que compareçam. Todos os docentes, sindicalizados ou não sindicalizados, têm direito a um crédito de 15 horas por ano letivo para participarem em reuniões/manifestações/greves convocadas pelos sindicatos no seu horário de serviço, nos termos do nº 10 do artigo 94º do ECD. Como tal, a falta não carece de comunicação prévia ou de autorização, o docente não tem de apresentar qualquer plano de aula, como não tem de garantir a sua substituição.

Pedimos ainda que preenchem a ficha de inscrição (de preferência, até 22/02), para que:
- Seja possível encontrar uma solução de deslocação para quem reside fora da Grande Lisboa;
-  A FENPROF possa enviar a convocatória da concentração para as escolas, garantindo a justificação das faltas ao abrigo da Lei Sindical;
- Possamos fazer uma estimativa do número expectável de participantes.



26.1.18

Pergunta 4750/XIII/2


A 14 de Julho de 2017 as deputadas Ana Mesquita e Virgínia Pereira, do Grupo Parlamentar do PCP, enviaram ao Governo a Pergunta 4750/XII/2 sobre a "Contratação de técnicos especializados nas áreas da Música, Dança, Artes e Cursos Profissionais".

Do documento, que pode ser lido na íntegra aqui, destacamos as duas questões finais:
"1. Que medidas irá tomar o governo para criar os vários Grupos de Recrutamento nas diversas áreas disciplinares, que hoje são, efetivamente, lecionadas por técnicos especialistas?
2. Que medidas estão a ser tomadas pelo Governo para a integração na carreira destes trabalhadores?"


A resposta do Ministério da Educação, de 26 de Outubro de 2017, centra-se sobretudo nos docentes do Ensino Artístico Especializado, mas ignora todos os outros docentes que continuam a ser recrutados como técnicos.

23.1.18

"Como Ensin'Arte?" - Reportagem Especial

Partilhamos a reportagem "Como Ensin'Arte?", sobre o Ensino Artístico, que passou na SIC no dia 6 de Janeiro de 2018.


17.1.18

Posição da FNE sobre a necessidade de criar novos grupos de Recrutamento


Publicamos aqui um vídeo retirado do canal de youtube da FNE, destacando-se a intervenção sobre a necessidade de criar novos grupos de recrutamento (aos 4 minutos e 50 segundos), nomeadamente no que diz respeito aos docentes de Teatro, em que há professores profissionalizados recrutados como técnicos especializados.



Projetos de Resolução Apresentados a Propósito da Precariedade dos Técnicos Especializados

 
A Petição Nº 256/XIII/2, da autoria de Ana Margarida Carvalho Maia, deu entrada na Assembleia da República a 7 de fevereiro de 2017 e solicita "que sejam adotadas medidas com vista à resolução da situação contratual precária dos técnicos especializados nas escolas". Depois de conhecido o Relatório Final, foram apresentadas 4 iniciativas parlamentares.
 
Apresentado pelo GP do PCP, foi Aprovado (Votos A Favor: PS, BE, PCP, PEV e PAN; Votos Contra: PSD e CDS-PP).
 
Apresentado pelo GP do PCP. Foram aprovados os pontos 1 (A Favor: BE, CDS-PP, PCP, PEV, PAN; Abstenções: PSD, PS) e 2 (A Favor: BE, PCP, PEV, PAN; Contra: CDS-PP; Abstenções: PSD, PS).
Foi rejeitado o ponto 3 (Favor: BE, PCP, PEV, PAN; Contra: PS, CDS-PP; Abstenção: PSD).

 
Apresentados pelo GP do BE, foi Aprovado (A Favor: PS, BE, CDS-PP, PCP, PEV, PAN; Abstenção: PSD).
 
 
Apresentado pelo GP do PEV, foi Aprovado (A Favor: PS, BE, CDS-PP, PCP, PEV, PAN; Abstenção: PSD). 

5.1.18

Documento Apresentado pela APROTED na Audiência com a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência (6/12/17)

Publicamos aqui o documento que serviu de base à intervenção da APROTED na audiência  com a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência (6/12/17) e foi posteriormente enviado aos deputados nela presentes. Este documento, bem como o relatório da reunião, estão publicados em PDF na página da audiência.

Começamos por agradecer à Comissão Parlamentar de Educação e Ciência por nos terem recebido nesta audiência e saudamos os senhores deputados e assessores aqui presentes.
A APROTED já foi recebida várias vezes por esta comissão e por todos os grupos parlamentares aqui presentes. Como o tempo é limitado e muitas das nossas preocupações já são do conhecimento dos senhores deputados, centrar-nos-emos em 2 pontos: a vinculação de professores de Teatro e a criação de um grupo de recrutamento na área do Teatro.

1. Vinculação de professores de Teatro
Começamos por lamentar que as vinculações extraordinárias mais recentes, em 2014 e em 2017, tenham excluído os professores sem grupo de recrutamento, como é o caso dos professores de Teatro. Também não pudemos candidatar-nos à vinculação extraordinária do ensino artístico especializado, pois não existe nenhum curso de Teatro no mesmo.
Recordamos, a esse propósito, que as vinculações de 1989[1], 1999[2] e 2007[3] incluíram professores sem grupo de recrutamento, que na altura se chamavam “professores de técnicas especiais”. Actualmente, o Estado chama-nos “Técnicos Especializados”. Ou seja, não só nos retiraram a palavra “Professor” da nomenclatura, como nos negam uma boa parte dos direitos dos professores, apesar de darmos aulas e desempenharmos todas as outras funções que desempenham os professores de outras disciplinas.
Precisamente por não termos grupo de recrutamento, somos sujeitos anualmente a concursos de Contratação de Escola e a assinar sucessivos contratos a termo, nalguns casos, há mais de 15 anos. Por entendermos que esta prática viola o disposto na Diretiva 1999/70/CE, apresentámos uma queixa ao senhor Provedor de Justiça em Novembro de 2016.
Um ofício enviado pelo senhor provedor de Justiça à senhora Secretária de Estado e Adjunta da Educação, a 16 de Dezembro de 2016, dá razão às nossas reivindicações. Como temos tempo limitado, destacamos apenas duas passagens:

«A contratação a termo de formadores e técnicos especializados não tem sido objeto da aplicação das normas que prevêem a limitação da contratação sucessiva a termo. Acresce que, nos últimos anos, não houve qualquer contratação por tempo indeterminado destes profissionais para as escolas».

«Neste enquadramento, crê-se que seria essencial a revisão do regime de contratação a termo, quer de docentes, quer de formadores e técnicos especializados, em moldes que permitam prosseguir, com eficácia, os fins e o efeito-útil da Diretiva, ou seja, evitar a contratação sucessiva a termo nas escolas do ensino público.»

Infelizmente, a vinculação extraordinária de 2017 não seguiu as recomendações do senhor Provedor de Justiça, pois, como já referimos, apenas vincularam professores com grupo de recrutamento.
Congratulamo-nos, portanto, com o facto de estar prevista, para 2018, uma nova vinculação extraordinária de 3500 professores e esperamos que não seja mais uma oportunidade perdida para resolver os problemas da precariedade docente. Ou seja, esperamos que os professores sem grupo de recrutamento, que lecionam em vários níveis de ensino, também tenham oportunidade de vincular.
A par de uma vinculação extraordinária, também é preciso acautelar situações futuras de abuso na contratação a termo, pelo que entendemos que as alterações introduzidas à norma-travão no Orçamento do Estado[4] são ainda insuficientes. É necessário que a norma-travão trave efectivamente os abusos na contratação a termo tanto de docentes que têm lecionado sempre no mesmo grupo de recrutamento, como de docentes que têm lecionado em vários grupos de recrutamento, como de docentes sem grupo de recrutamento nenhum.

2. Grupo de recrutamento na área do Teatro / Expressão Dramática.
Este assunto também já foi abordado várias vezes em audiências na Comissão de Educação e Ciência e com diversos grupos parlamentares.
Em 2010 o Partido Comunista Português apresentou o Projeto de Resolução N.º 191/XI/1.ª, que previa, no 3º ponto, a criação de um grupo de recrutamento de Teatro, projeto esse que não foi aprovado.
Em Novembro de 2016, o CDS-PP enviou a Pergunta 1398/XIII/2 ao Ministério da Educação, com o intuito de "saber se é intenção do Ministério da Educação criar um grupo de recrutamento para os professores das disciplinas ligadas ao Teatro e à Expressão Dramática". O Ministério da Educação respondeu, em Julho de 2017, que "Tendo em conta a organização curricular do sistema de ensino português e o facto de existirem grupos de recrutamento capazes de agregar todas as áreas do currículo obrigatório, não se considera, nesta fase, prioritária a criação do grupo de recrutamento específico para as áreas de Teatro e Expressão Dramática".
Também em 2017 os sindicatos apresentaram propostas para criação de grupos de recrutamento nas áreas do Teatro e da Dança, propostas essas que foram rejeitas pelo Ministério da Educação.

Parece-nos que a criação deste grupo de recrutamento é justa, porque:
- A área de Expressão Dramática é obrigatória no Ensino Pré-escolar e no 1º Ciclo do Ensino Básico; ainda que, noutros ciclos, dependa da “oferta de escola”, tal facto não deve ser impeditivo da criação de um grupo de recrutamento; aliás, se hoje em dia existe Teatro em cada vez menos escolas, tal deve-se sobretudo às políticas de quem tem tutelado o Ministério da Educação;
- Existem várias disciplinas ligadas ao Teatro e à Expressão Dramática que têm sido lecionadas por professores sem qualquer formação na área, precisamente por não haver grupo de recrutamento na área do Teatro;
- Os professores de Teatro – e aqui falamos dos que têm formação – desempenham as mesmas funções que qualquer professor de outras áreas e por isso não podemos ser tratados como “técnicos especializados”;
- O Estado tem investido recursos em cursos superiores que formam professores nestas áreas curriculares e deve reconhecê-los como tal; Recorde-se que a Universidade de Évora abriu em 1996 a licenciatura em Estudos Teatrais via Ensino, com estágio integrado e consequente profissionalização, posteriormente o Estado Português aprovou a criação de outros cursos superiores na área do Teatro-Educação; o grupo de recrutamento deveria ter sido criado aquando da criação do primeiro curso de formação de professores na área;
- Espanta-nos, portanto, que o Ministério da Educação não reconheça a urgência em resolver um problema que devia ter sido resolvido há 21 anos;
- A criação de um grupo de recrutamento nesta área não implicaria custos demasiado elevados para o Estado Português; não será, certamente, por causa dos professores de Teatro que o país deixará de cumprir as metas orçamentais;


Uma vez que a Educação Artística tem sido a parente pobre da Educação e o Teatro tem sido o parente pobre da Educação Artística, solicitamos que a Assembleia da República recomende duas medidas imediatas ao Governo:
1º Que a vinculação extraordinária prevista para 2018 abranja professores sem grupo de recrutamento, nomeadamente docentes de Teatro;
- Que a norma-travão seja revista, de modo a que os professores sem grupo de recrutamento tenham também a oportunidade de vincular através da mesma;


Solicitamos ainda que seja recomendado ao governo:
- A criação de um grupo de recrutamento na área do Teatro;
- A revisão dos currículos de forma a aumentar a presença do Teatro na Escola.

Com os melhores cumprimentos,
A Direcção da APROTED – Associação de Professores de Teatro-Educação




[1] Pode ler-se no n.º 2 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 409/89 de 18 de novembro: “ Os professores de técnicas especiais em exercício ininterrupto de funções docentes há mais de 10 anos são integrados no quadro de escola onde se encontram a exercer funções no ano letivo de 1989-1990(…)
[2] Pode ler-se no artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 312/99 de 10 de agosto: “os professores de técnicas especiais em exercício de funções em 1 de Outubro de 1989, não abrangidos pelo disposto no n.º 2 do artigo 20º do Decreto-Lei n.º 409/89, de 18 de Novembro, e que se tenham mantido em exercício ininterrupto de funções docentes são integrados no quadro da escola onde se encontram a exercer funções no ano letivo de 1998-1999”.
[3] Pode ler-se no artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 338/2007 de 2 de outubro: “Os professores de técnicas especiais em exercício de funções docentes nos anos letivos de 2005-2006 e de 2006-2007, que até 31 de agosto de 2006 ou de 2007, respetivamente, tiverem completado, pelo menos, 10 anos de serviço (…) podem ser opositores ao concurso aberto para provimento de lugares dos quadros de pessoal docente nos termos do presente artigo.”
[4] Artigo 42º, nº 2: A sucessão de contratos de trabalho a termo resolutivo celebrados com o Ministério da Educação na sequência de colocação obtida em horário anual e completo, no mesmo grupo de recrutamento ou em grupos de recrutamento diferentes, não pode exceder o limite de três anos ou duas renovações.

Audiências da APROTED - Novembro e Dezembro de 2017


Em meados de Outubro, a APROTED enviou pedidos de audiências à Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, a todos os grupos parlamentares nela representados, ao SPGL e à FENPROF. Este pedido de audiência incidiu, essencialmente, em dois pontos:

- Vinculação de professores contratados - uma vez que as mais recentes vinculações de professores excluíram professores de teatro, por não terem de grupo de recrutamento e está prevista uma nova vinculação de professores para 2018;

- Criação de um grupo de recrutamento na área do Teatro - uma vez que os sindicatos apresentaram essa proposta ao Ministério da Educação em Dezembro de 2016 e alguns grupos parlamentares têm apresentado perguntas ao governo sobre essa matéria.


Na sequência desse pedido, a APROTED foi recebida nas seguintes audiências:

- 2 de Novembro, grupo parlamentar do PSD: assessora Eugénia Gamboa e deputada Germana Rocha;

- 8 de Novembro, grupo parlamentar do Bloco de Esquerda: assessor Manuel Grilo e deputado Luís Monteiro;

- 17 de Novembro, FENPROF e SPGL: professores Anabela Delgado, Victor Godinho e Victor Vasconcelos;

- 22 de Novembro, grupo parlamentar do Partido Socialista: deputadas Sandra Pontedeira e Maria Augusta Santos;

- 6 de Dezembro, Comissão Parlamentar de Educação e Ciência; a audiência foi presidida pela deputada Ana Mesquita (GP PCP), tendo estado também presentes os deputados Álvaro Batista (GP PSD) e Sandra Pontedeira (GP PS); é possível aceder ao relatório da audiência através desta página.

Nestas audiências os professores representantes da APROTED desenvolveram os pontos acima indicados e responderam às questões colocadas pelos seus interlocutores.

19.12.17

"Faltam Expressões no 1.º ciclo"


Faltam expressões em praticamente todos os ciclos. Publicamos um artigo da autoria do professor Alexandre Henriques que nos explica que, apesar da obrigatoriedade das Expressões no 1º ciclo, a sua presença na vida quotidiana dos alunos está longe de ser uma realidade.

Chamada de artigos para publicação - até 2 de Janeiro

Publicamos aqui a chamada de artigos para publicação, que nos foi enviada, via e-mail, pela Revista Portuguesa de Educação Artística.


Revista Portuguesa de Educação Artística, Volume 8, Números 1 e 2 (2018) - o Número 2 será dedicado a um tema especial, em parceria com outras cinco revistas científicas internacionais.


A Revista A Revista Portuguesa de Educação Artística estabeleceu uma parceria com revistas científicas de cinco países (EUA, Finlândia, Taiwan, Espanha e República Checa) e irá dedicar um dos seus números de 2018 ao tema: "Borderless: Global Narratives in Art Education" (Sem Fronteiras: Narrativas Globais em Educação Artística). Esta parceria surgiu através da InSEA (International Society for Education through Art.

Prazo para envio de artigos para o volume 8 (número 1, aberto a todos os temas na área da educação artística e, número 2, especial inter-revistas científicas da RPEA, dedicado ao tema "Sem Fronteiras: Narrativas Globais em Educação Artística"): 2 de janeiro de 2018.

Convidamos todos os interessados a enviarem propostas de artigos para o e-mail paulo.esteireiro@gmail. com ou revista.artistica@gmail .com
Para mais informações sobre as normas de publicação consultar o site http://recursosonline.org /rpea/

A RPEA é Indexada e Referenciada pelas seguintes bases de dados internacionais de publicações periódicas científicas:


ERIH PLUS - European Reference Index for the Humanities and Social Sciences
LATINDEX - Sistema Regional de Informação para as Revistas Científicas de América Latina, Caribe, Espanha e Portugal
DOAJ - Directory of Open Access Journals
REDIB - Red Iberoamericana de Innovación y Conocimiento Científico https://www.redib.o rg/pt-pt/ 
MIAR - Matriz de Información para el Análisis de Revistas 
SJIF  - Scientific Journal Impact Factor
OAJI - Open Academic Journals Index
SIS - Scientific Indexing Services

Seguem as orientações específicas para o número especial:



CALL FOR PAPERS
"Sem Fronteiras: Narrativas Globais em Educação Artística”


Quem somos nós em relação a outras culturas e países? Quais as questões em educação artística que têm grande influência em todo o mundo? Como é que um educador de arte aborda e ensina com uma narrativa de “ser global”? A questão do tema, Sem Fronteiras: Narrativas Globais em Educação Artística, desafia-nos a olhar para o exterior enquanto refletimos no interior. Ao enfrentar questões globais e divisões no topo da contestação sobre visões do mundo e discursos ontológicos, nós somos desafiados a refletir sobre os nossos pontos de vista já estabelecidos sobre e para além da história e conhecimento local e regional. Deste modo, procurando novas e ilimitadas abordagens à globalização, este “call for papers” procura explorações críticas e teóricas dos educadores de arte e respostas como educadores globais. Convidamos autores a partilhar narrativas globais que abordem questões, preocupações e problemas educacionais globalizantes, que se reflitam tanto nas suas abordagens de educação artística sobre globalização como reiterem as oportunidades transformativas e comunicativas da cultura artística e visual (Delacruz, 2009; Meskimmon, 2010).



Narrativa (investigação) é uma interpretação da história ou de uma história criada por uma pessoa, grupos de pessoas, ou meios de comunicação populares. A crítica de Said (1978) de há décadas atrás, por exemplo, sobre o desenvolvimento da visão histórica, política e cultural Ocidental sobre o Oriente, esclarece que o Orientalismo como narrativa serve e justifica a supremacia do Ocidente. O currículo como narrativa também poderá refletir a ideia e o ponto de vista de determinados grupos, visões e ideologias. No entanto, narrativas são flexíveis. Podem ser alteradas ou reescritas. Deste modo, nós solicitamos a revisão e contrainterpretação versus culturas, pessoas e pontos de vista específicos. Como educadores de arte, quais são as vossas narrativas construtivas e como é que elas são desenvolvidas ou criticamente desafiadas nas histórias dominantes? Ao criar novas narrativas num contexto global, incentivamos os autores a compartilhar suas narrativas críticas e/ou bem-sucedidas com vista aos indícios, questões emergentes ou de uma visão futura da globalização da educação artística.


Para este tema, algumas das seguintes questões podem ser abordadas:


• O que são narrativas globais para a educação artística? Como é que os educadores de arte podem abordar narrativas ou histórias globais no nosso ensino e investigação?
• O que são narrativas emergentes que exigem foco e atenção global? Como é que podemos ensinar com, sobre, e para narrativas globais emergentes?
• Poderão as narrativas competir e entrar em conflito entre si no ensino e na aprendizagem global? 
• De que forma é que as narrativas dominantes contribuem para prejudicar um único conto?
• Como é que interpretamos, comunicamos e trabalhamos com as narrativas ou contos globais dos outros?
• Qual é o papel dos educadores de arte na era dos conflitos globalizantes e questões baseadas em ideologias e práticas sociais, políticas, culturais e religiosas altamente contrastantes e contestatórias?
• Como é que a cultura visual global e as redes sociais podem ser exploradas para abordar narrativas globais?
• Como é que podemos abordar ou criar narrativas globais equitativas com vista à inclusão global, diversidade e justiça?
• Como é que as teorias ou abordagens críticas de outras disciplinas podem informar e abordar narrativas globais na educação artística?



Referências:



- Delacruz, E. M. (2009). Mapping the terrain: Globalization, art, and education. In Delacruz, E. M., A. Arnold, M. Parsons, and A. Kuo, (Eds.), Globalization, art, and education (pp. x-xviii). Reston, VA: National Art Education Association.
- Meskimmon, M. (2010). Contemporary art and the cosmopolitan imagination. New York, NY: Routledge. 
- Said, E. W. (1978), Orientalism, New York: Vintage Books

13.10.17

Resposta do ME à Pergunta 1398/XIII/2, sobre Grupo de Recrutamento de Teatro



O Ministério da Educação demorou oito meses a responder, utilizando "argumentos" que não convencem, de todo, a APROTED. A resposta pode ser lida aqui.